Escrevo pura e simplesmente pelo prazer de escrever.
Porque brincando de grudar letra na outra tecemos nossa pequena liberdade de expressão;
E criando contraste entre palavras e um fundo virgem contribuímos com o embelezamento do mundo, pois a espécie humana carrega o poder infinito de exteriorização de beleza intrínseca.
Hoje, enjaulada por quatro fortes braços de concreto que não me impedem de exercer esta simples e pequena liberdade, sucumbo aos avanços tecnológicos e derreto-me numa prosa virtual.
Meu papel é uma janela de vidro que não exibe alvoreceres ou auroras; que não tem cheiro e tampouco cores reais; que não me resseca os dedos pelo toque, todavia ofusca minha visão com sua luz artificial obrigando-me assim a umedecer os olhos, vez ou outra.
Para mim, basta um pseudônimo qualquer para garantir o vôo da comunicação, onde as palavras dão-se as mãos e deslizam sobre nossa mais bela e preciosa herança cultural: a linguagem!
As divagações envolvem a noite onde a hora se esquecerá de despertar, deixando o outro dia pra depois.
E num beijo, o escritor, a noite e o léxico não contextualizam tema nenhum, pois isto não é texto nenhum.
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