Fechei a porta, negando a mim mesma do lado de fora...
É sempre ela (eufórica!) que não me deixa simplesmente existir...
Pois eu tenho que estremecer os caminhos que meus pés escolhem!
Pois eu tenho que chacoalhar o horizonte onde se deita o sol poente!
Pois eu tenho que causar estragos...
Porque eu não posso ser só mais uma...
tenho que ser "aquela"!
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Uma merda!
Não posso te dizer "exatamente" bem...
Porque no script não há um "felizes para sempre".
Talvez as emoções não façam sentido.
Porque talvez quem não faça sentido sou eu...
Talvez o erro esteja então aqui. Comigo. Em mim. Eu.
Pois por mais intensas que foram minhas peregrinações,
o EU, não conquistou NADA que seja mais do que um
HOJE.
Quer saber?
GRANDE MERDA!!!!!!
PS: EU ODEIO SUFLAIR DARK.
Porque no script não há um "felizes para sempre".
Talvez as emoções não façam sentido.
Porque talvez quem não faça sentido sou eu...
Talvez o erro esteja então aqui. Comigo. Em mim. Eu.
Pois por mais intensas que foram minhas peregrinações,
o EU, não conquistou NADA que seja mais do que um
HOJE.
Quer saber?
GRANDE MERDA!!!!!!
PS: EU ODEIO SUFLAIR DARK.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Terça-feira
Estatisticamente, o índice de suicídios aumenta aos domingos.
Se viesse a cometê-lo, com toda a certeza, seria numa terça.
Hoje é quarta.
Obrigada.
terça-feira, 3 de julho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Uma dor.
Pelos comprimidos que me engoliam no banheiro da escola anos atrás...
Pelas lâminas que retalharam meus pulsos e coxas...
Eu sei,
que construí meu moralismo na sombra de quem nunca fui.
E que nunca pude me vestir de luz.
Eu sei,
que a amizade é muito mais que uma relação interpessoal de prazer, troca ou segurança social;
Ela não segue um roteiro e não há um manual dos "comos"e "porquês" agir.
Na amizade é o silêncio que que estabelece as regras, descartando quaisquer explicações.
Não me peça (não!), não me peça pra te dizer porque teu desejo me fere.
Não há razão na minha dor, apenas o aperto de ver que você se esqueceu de me colocar na balança das suas vontades.
Você é impulso e sempre foi,
e foi sedenta que descobriu todas as cores que há no mundo.
Bebeu-as, inalou-as... e se fez mulher.
Admiro a luz das tuas asas,
e a escuridão dos labirintos da sua mente.
Admiro a força motriz dos seus saltos,
mesmo quando eles te levam a estatelar a cabeça no teto.
Admiro a ânsia da tua alma de querer mais e mais,
mesmo que me sufoque com seu pedido simples.
Mas não me peça pra ter olhos secos ao ver você sorrindo na casa que um dia eu te recebi.
Pelas lâminas que retalharam meus pulsos e coxas...
Eu sei,
que construí meu moralismo na sombra de quem nunca fui.
E que nunca pude me vestir de luz.
Eu sei,
que a amizade é muito mais que uma relação interpessoal de prazer, troca ou segurança social;
Ela não segue um roteiro e não há um manual dos "comos"e "porquês" agir.
Na amizade é o silêncio que que estabelece as regras, descartando quaisquer explicações.
Não me peça (não!), não me peça pra te dizer porque teu desejo me fere.
Não há razão na minha dor, apenas o aperto de ver que você se esqueceu de me colocar na balança das suas vontades.
Você é impulso e sempre foi,
e foi sedenta que descobriu todas as cores que há no mundo.
Bebeu-as, inalou-as... e se fez mulher.
Admiro a luz das tuas asas,
e a escuridão dos labirintos da sua mente.
Admiro a força motriz dos seus saltos,
mesmo quando eles te levam a estatelar a cabeça no teto.
Admiro a ânsia da tua alma de querer mais e mais,
mesmo que me sufoque com seu pedido simples.
Pelos comprimidos que me engoliram no banheiro da escola anos atrás...
Pelas lâminas que retalharam meus pulsos e coxas...
Eu sei,
que você sempre abriu a porta e trocou a companhia do vazo sanitário pela sua.
sempre me trouxe adrenalina que eu procurava mergulhando no meu próprio sangue.
Eu sei,
que você sempre esteve lá.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Nada mais é por amor
"As pessoas que amei, amo até hoje"
Pois um dia, numa das nossas passadas filosofias sobre os lençóis, os óculos de grandes lentes me perguntaram se eu já havia amado. Não soube lhe responder, mas soube compreender sua relação com todas as pessoas que passaram por sua vida, e ficaram...
Realmente deve ser assim. O que torna o amor indiferente.
Eu provavelmente devo ter amado. O que torna desimportante o ato do amor.
Atos importantes?
Minha ausência no trabalho devido a uma intoxicação por tinta esmalte, depois de uma tarde voluntária repintando o parquinho de uma OSCIP de azul...
Os minutos que eu "roubo" da instituição de manhã quando atraso, ou as horas enferma que me tornei inútil na cama e impossibilitada de picar o cartão, se multiplicam descomunalmente quando a responsável financeiro dedica seus sermões a mim, quando não desconta no pagamento ou banco de horas. Em contrapartida as horas que eu doo pra mesma instituição ou as funções extras executadas, que não conferem ao meu cargo, mas faço porque gosto ou porque meus camaradas precisaram de mim, passam despercebidas. Oh!
E o ócio casual que me obriga a inventar serviço pelo medo da iminente ameaça de demissão por ônus, mas não me concede a honra de gastar esse tempo duplamente inútil no cuidado com minha vida particular, que é jogada pra segundo ou terceiro plano junto com a roupa suja, a casa bagunçada, as pilhas de material pra estudar, a saúde meio esquecida, o lazer substituído por consumo, os entes da família que a gente ama... Mas nos dias de maior agitação, quando o que multiplica-se são as tarefas, ficamos em nossas respectivas instituições, em horário extra-contratual, executando sem questionar o que nos é pedido (e, apesar de ser um acordo legislativo, muitas dessas horas extras não são remuneradas financeiramente...).
O equilíbrio dar-se-ia por uma suposta flexibilidade no tal Contrato Trabalhista? Na abolição dos contratos?? tsc...
"Hoje terminei mais cedo, vou pra casa. Amanhã apareceu mais afazeres, trabalho mais..."
Uau! Isso soa... normal??
Já imaginaram quer bonitinho seria um mundo onde as relações interpessoais se estabelecem pelos ideais, pelos valores intrínsecos, condizentes entres as partes? Onde a fidelidade edifica-se na esperança de um real cooperativismo, uma transformação, ascensão social? No coletivo? Na evolução? Um mundo onde as pessoas não traem, não mentem, pois não há uma assinatura arquivada no fundo da gaveta à espera do "desvio de caráter".
!?!
Mas que caráter é esse que varia de acordo com os interesses do sistema político-econômico?
O caráter nada mais é que um chocolate derretido dentro da caixa de bombons da nossa moral. A caixa varia suas cores, tamanhos e formatos conforme localização geográfica (sim, é cultural!) e os bombons são moldados para caberem na caixa. Nada mais.
É como qualquer doutrina invisível, como a fé... Nada mais é por amor, e sim por temor.
Te pergunto, o amor existe? Explica ele pra mim...?
Não vejo Deus,
vejo o poder econômico.
Não tenho fé,
tenho uma porção de vínculos sociais.
Não observo afinidade,
É massificação.
Grandes opiniões?
Apenas papagaios vendados, conformismo...
"Se não lhes permite ter padrões de comparação nem ao mesmo se dão conta que são oprimidos (...)"
"O problema é educacional. É um problema moldar continuamente a consciência tanto do grupo dirigente como do grupo executivo, mais amplo, que fica logo abaixo dele. A consciência das massas precisa ser influenciada apenas de modo negativo. (...)"
Pra minha amiguinha de filosofias sociais, Veri!
E pro Rica, com quem adoro dividir minha tortura mental!rs
quinta-feira, 1 de março de 2012
Razão irracional.
Sentei aqui para confessar
que as vozes das pessoas entopem meus canais auriculares, como zumbidos de vespas, antes de se tornarem água, iminente ameaça de me afogar (...)
Sentei aqui para confessar
que ontem a noite ensurdeci e submergi, debaixo dum toldo,
que as vozes das pessoas entopem meus canais auriculares, como zumbidos de vespas, antes de se tornarem água, iminente ameaça de me afogar (...)
Sentei aqui para confessar
que ontem a noite ensurdeci e submergi, debaixo dum toldo,
e que meu medo ocupa o lugar de um Deus (...)
Sim...
Ela tem razão em tudo o que disse.
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